SINDICALISTAS ALERTAM POPULAÇÃO DE ARACAJU SOBRE PROPOSTA DA CONTRAREFORMA DA PREVIDÊNCIA

Proposta de Bolsonaro impõe mais anos de trabalho, aposentadoria menor e inacessível para a maioria

18/02/2019 21h:13

Ouvindo a população e conversando sobre a nova proposta de Reforma da Previdência, trabalhadores e lideranças sindicais passaram a manhã desta segunda-feira (dia 18/2) no Calçadão da João Pessoa, Centro de Aracaju.

O coordenador geral do SINDIPREV/SE (Previdenciários), Antônio Joaquim Ferreira participou da panfletagem e prestou informações sobre a real situação da Previdência Pública. “De maneira geral, as pessoas estão preocupadas com a perda de direitos. O cenário de ‘rinha política’ do período eleitoral já passou. Para além das brigas e discussões, todos iremos nos aposentar e, obviamente ninguém quer ser prejudicado com a perda de direitos previdenciários”, ressaltou.

A panfletagem e diálogo continuam nesta terça-feira, dia 19/2, ao meio dia em frente à Alma Viva e na quarta-feira, dia 20/2, será uma data marcada por protestos em todo o Brasil. Em Sergipe acontecerá nesta data a Assembleia Estadual da Classe Trabalhadora, no turno da tarde.

Sobre a ASSEMBLEIA ESTADUAL DA CLASSE TRABALHADORA

Ao ar livre, a Assembleia Estadual da Classe Trabalhadora vai debater no dia 20 de fevereiro, a partir das 15h, na Pça General Valadão, a Reforma da Previdência que já está sendo discutida pelo governo federal nos ‘bastidores’ do Congresso Nacional. 

A proposta de Reforma da Previdência extra oficial, que vazou nos meios de comunicação, impõe muitos prejuízos para as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros. Desta forma, o movimento sindical e social não vão ficar de braços cruzados esperando que a extrema direita acabe com a Previdência Pública.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), Rubens Marques, o professor Dudu tem repetido que o momento é de união de todos os desempregados, trabalhadores, estudantes, lideranças sindicais e do movimento social para discutir o projeto amplamente com a sociedade brasileira e preparar a resistência contra a destruição da Previdência Pública. 

 

Confira algumas perdas que a Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro quer impor à população:

 

* Dificulta a aposentadoria do trabalhador rural;

*Os patrões serão desobrigados de contribuir com a previdência;

*Torna possível que aposentado receba um benefício menor que o salário mínimo;

*Mulheres serão as mais prejudicadas, terão que contribuir, no mínimo, por 10 anos a mais que hoje;

*Obriga que homens e mulheres só recebam a aposentadoria se contribuírem com a previdência durante 40 anos;

*A idade mínima para homens e mulheres se aposentarem aumenta para os 65 anos;

 

O diretor de Formação da CUT/SE, Roberto Silva, a que a exemplo do que aconteceu com o Chile, através do Regime de Capitalização da Previdência, ainda não é possível calcular o tamanho do problema que a nova Reforma da Previdência vai impor à população brasileira. “Não podemos seguir um modelo que foi um fracasso no Chile, que levou a maioria da população idosa a uma situação de miséria, aumentando inclusive o número dos casos de suicídio entre idosos. Precisamos defender nossos direitos e assegurar aposentadoria digna para quem trabalhou e contribuiu a vida inteira com a Previdência Pública”, ressaltou.

O movimento sindical denuncia que enquanto os trabalhadores são seguidamente penalizados por Reformas que acabam com direitos, continuam impunes os empresários que sonegam e praticam fraudes quando descontam a previdência do trabalhador e não repassam para o INSS. “De acordo com a CPI da Previdência, os empresários devem R$ 450 bilhões à Previdência Pública brasileira, mas o atual governo federal não quer se indispor para cobrar essa conta e prefere que o trabalhador e o aposentado paguem do seu bolso por esse prejuízo. Isso é inadmissível e inaceitável. A população brasileira precisa estar ciente e se somar a esta luta importantíssima para todos os trabalhadores e futuras gerações”, destacou o dirigente sindical Roberto Silva.

A Assembleia Estadual da Classe Trabalhadora é construída coletivamente em Sergipe pela Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), CTB, UGT, CONLUTAS, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.

Fonte: CUT SERGIPE