Centrais sindicais e servidores da UFS farão ato no dia 30 de maio

A plenária entre as categorias buscou elaborar um cronograma de ações para o dia do ato (Foto: Portal Infonet)

27/05/2019 23h:18

Em reunião no hall da Universidade Federal de Sergipe na tarde desta sexta-feira, 24, centrais sindicais e representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos-administrativos em Educação da UFS (Sintufs), decidiram pela realização de um ato para a próxima quinta-feira, 30. A plenária entre as categorias buscou elaborar um cronograma de ações para o dia do ato.

 

“Estamos decidindo em conjunto com as demais centrais sindicais e o movimento estudantil se haverá uma paralisação ou apenas um ato no dia 30”, diz a coordenadora-geral do Sintufs, Juliana Cordeiro. Embora as atividades ainda não estejam definidas, ela reforça a importância da união entre todas as categorias. “Aqui nós temos uma aliança estudantil, sindical e popular. Isso é muito bonito”, avalia.

Ainda segundo ela, a união entre estas frentes populares visa lutar em favor da Educação no Brasil. Juliana define a luta como algo essencial para preservar o ensino público de qualidade. “Nós temos que lutar em prol da educação pública, gratuita, crítica e inclusiva”, ressalta. “A gente espera que muitas pessoas possam aderir a este movimento e lutar ao nosso lado”, completa.

O diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Roberto Silva, informa que um dos objetivos principais é dar uma grande dimensão ao ato do dia 30. “Queremos caminhar lado a lado com as pessoas que também desaprovam as medidas deste governo”, afirma. Roberta ressalta ainda que a chamada ‘greve geral’ está mantida para o dia 14 de junho. “A ideia desta greve é paralisar transporte, comércio, enfim, todas as atividades econômicas, tanto da capital quando do interior”.

Passagens compradas

Roberto também comentou a declaração dada à revista Veja nesta sexta-feira, 24, pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, que disse que se reforma da previdência não for aprovada, ele irá pegar um avião e “morar lá fora”. “Eu espero que ele já tenha comprado a passagem. As nossas centrais sindicais e o movimento estudantil são muito fortes para barrar essa reforma”, diz Roberto.

Ainda segundo Roberto os políticos que representam o Estado de Sergipe devem se unir para impedir a aprovação da reforma. “Os deputados e senadores do nosso estado também têm que tomar partido contra essa proposta de reforma da previdência”, salienta.

Por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

Portal Infonet