BOLSONARO ATACARÁ SINDICATOS ANTES DA REFORMA ADMINISTRATIVA

Política de ódio aos trabalhadores

02/12/2019 07h:50

Em Workshop Consignatárias patrocinado pelo MINISTÉRIO DA ECONOMIA e SERPRO para informar sobre as “Novas funcionalidades nos serviços prestados pelos consignatários, reformulação no seu modelo de negócio, com a incorporação dos serviços adicionais e revisão da política tarifária e tabelo de preços”, realizado no dia 18 de novembro, o Governo deixou claro o ataque mortal aos trabalhadores do Setor Público Federal, através da tentativa de desmonte dos sindicatos da base dos federais.

 

POLÍTICA DE ÓDIO AOS SERVIDORES PÚBLICOS ATIVOS E APOSENTADOS

No início do Governo Bolsonaro, a proposta da REFORMA DA PREVIDÊNCIA precisava de força política e esvaziamento das oposições ao Projeto Bolsonaro de privatizar a Previdência, onde o Governo precisava de ferramentas para aniquilar ou enfraquecer uma destas vozes oposicionistas: OS SINDICATOS. Para enfraquecer financeiramente os sindicatos, o Presidente Bolsonaro editou a MP 873/2019, encerrando o desconto em folha, obrigando os sindicatos a solicitar que os filiados autorizassem a emissão de Boletos bancários. Considerada imoral e inconstitucional, a MP foi caçada, mas não o ódio deste que é o maior inimigo do trabalhador brasileiro, Bolsonaro.

Após o êxito dos sindicatos unificados, o Governo enviou a proposta da Reforma da Previdência, incluindo o pagamento de R$ 400,00 aos idosos, Capitalização (entrega aos bancos) e idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, onde a idade mínima seria o critério de aposentadoria após 40 anos de contribuição, para ambos. Após marchas, campanhas, atuação em Brasília e nos estados, a PEC 06 – Reforma da Previdência, foi modificada retirando artigos polêmicos e minimizando, um pouco, os critérios para aposentadoria.

 

GOVERNO PREPARA A EXTINÇÃO DO SETOR PÚBLICO

Com a Reforma Administrativa pronta para enviar ao Congresso, incluindo redução de, até 25%, dos salários dos servidores ativos, exoneração por insuficiência, Fim do Abono por Permanência e criação de Plano do Carreirão do Setor Público para servidores ativos, excluindo os servidores Aposentados, o Governo Bolsonaro esvazia o Setor Público brasileiro, numa política de ódio e excludente. Os servidores Aposentados, já com os salários congelados e com redução prevista de, no mínimo, 3% (Taxação previdenciária), o Governo isola os aposentados e pensionistas sem direito a paridade e integralidade numa política que aniquilará quem construiu o setor público brasileiro.

 

GOVERNO IRÁ TENTAR AMORDAÇAR OS SINDICATOS

Em dezembro de 2019, o novo modelo de consignatários, os sindicatos deverão obter assinatura do servidor em novo contrato, onde o servidor deverá entrar no portal SIGEPE e autorizar o consignado para o desconto sindical, após confirmação em e.mail. Este novo modelo, deverá criar sérios problemas aos sindicatos pela fala exigência de utilização do portal SIGEPE e validação via e.mail, numa tentativa de dificultar as filiações.

Enquanto os sindicatos correrão atrás das filiações, via novo contrato, o BOLSONARO aprovará a Reforma Administrativa sem a força dos sindicatos, pelo menos este é o pensamento do Governo. O SINDIPREV/SE estará em Brasília no dia 13 de dezembro participando de reunião do jurídico da FENASPS para, juntos, estudarem uma saída para a emboscada do capitão.

Um SINDICATO FORTE é a segurança jurídica e administrativa dos servidores filiados.

Mais do que nunca, precisamos fortalecer a luta para não perdemos os direitos e garantias conquistadas ao longo dos anos.

 

O SINDIPREV/SE NÃO FOGE À LUTA

Gestão: 2017/20

Coordenador Geral: Joaquim Antonio