A situação das agências do INSS no Nordeste tem se agravado devido ao descaso da empresa terceirizada responsável pela limpeza, que não vem garantindo condições mínimas de higiene. O problema decorre da falta de materiais de limpeza e da ausência de funcionários, já que muitos não conseguem sequer se deslocar ao trabalho por conta do atraso no pagamento dos salários.
Para o SINDIPREV Sergipe, o cenário é desumano e afeta diretamente os trabalhadores terceirizados, os servidores do INSS e a população que depende do atendimento. O sindicato já tentou, em diversas ocasiões, estabelecer diálogo com a gestão do INSS em Aracaju, denunciando os problemas e cobrando providências imediatas. No entanto, as soluções efetivas não dependem apenas da esfera local: desde 2021, os contratos foram centralizados pela Superintendência do INSS Nordeste, o que torna a resolução das demandas condicionada às decisões desse órgão. Tentativas frustradas de solução
O sindicato também protocolou denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho, solicitando medidas imediatas para restabelecer a normalidade. Um paliativo chegou a ser adotado, mas não houve a solução definitiva: a regularização dos salários e o fornecimento adequado de insumos de limpeza.
Caminho para a paralisação
Com o esgotamento das tentativas administrativas, o SINDIPREV anunciou que realizará reuniões setoriais para discutir com a categoria a necessidade de uma paralisação. A medida é vista como única saída para evitar que trabalhadores e segurados sejam expostos a riscos de saúde devido ao acúmulo de sujeira nas dependências do INSS.
“O caos sanitário só nos deixa este caminho: paralisação!”, declarou o coordenador Geral do SINDIPREV SE, Deivid Christian.
Por: Joaquim Casaca de Couro (DRT 3080/SE)

